quarta-feira, 31 de março de 2010

Para REFLETIR!

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(Um texto muito bom, de Sarah Westphal... realmente... para REFLETIR!!!)

Quase

"Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez,
É a desilusão de um Quase!
É o Quase que me incomoda,
que me entristece,

que me mata, trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi!

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perderam por medo, nas idéias que nunca saíram do papel, por essa maldita mania de viver no Outono.

Pergunto-me, as vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor, está estampada
Na distância e na frieza dos sorrisos
Na frouxidão dos abraços
Na indiferença de um bom dia quase que sussurrada
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima! O amor enlouquece! O desejo trai!
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não é.

Se a virtude estivesse mesmo no meio-termo...
O mar não teria ondas!
Os dias seriam nublados!
O arco-íris em tons de cinzas!
O nada não ilumina...
Não inspira!
Não aflige!
Não acalma...
apenas o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Para os erros
Perdão!
Para os fracos
Chance!
Para os amores impossíveis
Tempo!
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.

Não deixe
que a saudade sufoque,

que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em ti.

Gaste mais horas
Realizando que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...

Porque, embora quem quase morreu esteja vivo,
quem quase vive já morreu..."


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sexta-feira, 26 de março de 2010

Noventa dias depois

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Noventa dias depois, estou aqui escrevendo sobre nós dois mais uma vez. Gostaria que fosse a última, espero que seja a ultima.
Noventa dias se passaram e nesse tempo muita coisa aconteceu, eu acreditei, eu amei, eu esperei, eu desejei, eu senti falta, eu chorei e eu me enganei.
Descobri coisas sobre você que sinceramente preferia não ter descoberto. “Conheci” uma pessoa que eu não queria ter conhecido. Hoje eu não sei mais quem você é, não reconheço suas atitudes. Até disse a uma amiga, que se eu conhecesse mesmo a pessoa que eu estive junto por quase um ano e meio, que essa pessoa, um dia, mais cedo ou mais tarde iria vir falar comigo, dar uma explicação por tudo o que fez e deixou de fazer. Mas depois do que eu ouvi ontem, das palavras em que você usou para expressar “tal felicidade” por esta situação, eu sinceramente não espero mais nada. Não sei se é possível, mais me decepcionei mais uma vez e eu espero, do fundo da minha alma, que essa seja a última. Cheguei a concluir que tudo o que vivemos não passou de uma farsa, para você claro. Pois para mim, acho que não preciso nem dizer o quão forte e intenso foi, basta ler os meus textos antigos.
Eu, graças a Deus, não espero mais nada. Mas infelizmente ainda lembro. Lembro dos seus olhinhos brilhando quando acordava e me via te olhando. Lembro da vez que acordei, em um quarto de hotel, com você me cobrindo com o cobertor e lembro da felicidade que aquele momento me proporcionou, você pode até não saber, mas eu acordei e fiquei ali, quietinha, só curtindo aquele momento de um carinho e um amor tão intenso, bom, pelo menos eu achava que era. Lembro do seu sorriso, do seu abraço, do seu carinho, das suas manias, dos apelidinhos que colocava em mim. Lembro do seu cheiro. Alias, eu tenho sentindo o seu cheiro. É estranho, chega a me dar medo, do nada, eu sinto um cheiro tão forte de você, olho para os lados e me vejo sozinha, e isso, isso ainda dói.
Será que sou só eu que me sinto assim? Será que só eu sofri com o fim desse amor? Será que foi só eu? Se foi ou não, acho que agora eu nunca mais vou saber!
Não sei se depois de tudo isso eu ainda vou conseguir acreditar no AMOR, mas eu espero que sim, eu espero que sim.


Por Ana Paula Ferraz
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quinta-feira, 25 de março de 2010

Você vive dentro de mim

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(Uma música que eu achei por ai)

"Você é tudo o que eu achava que nunca seria
E nada como eu pensei que poderia ter sido
Mesmo assim, você vive dentro de mim
Então me diga como é isso?
Você é o único que eu desejo poder esquecer
O único que eu amo para não perdoar
E apesar de você quebrar meu coração
Você é o único.
E apesar de existir momentos que eu odeio você
Porque eu não posso apagar
Os momentos que você me machucou

E pôs lágrimas no meu rosto
E até agora, quando eu odeio você
Me dói dizer
Eu sei que estarei aqui
No final do dia

(refrão)

Eu não quero ficar sem você, amor
Eu não quero um coração partido
Não quero respirar sem você, amor
Eu não quero ter esse papel
Eu sei que amo você Mas me deixe dizer
Eu não quero amar você Em nenhuma maneira, não não
Eu não quero um coração partido

Eu não quero ser a garota de coração partido
Não, não, nenhuma garota de coração partido

Uma coisa que eu sinto que preciso dizer
Mas até agora eu sempre tive medo
Que você nunca chegasse perto
E eu ainda quero botar isso pra fora
Você diz que tem o maior respeito por mim mas
As vezes eu sinto que você não me merece
E ainda assim você está no meu coração
Mas você é o único

E sim, há momentos em que eu odeio você
Mas eu não reclamo
Porque eu tive medo de que
Você fosse embora
Oh, mas agora eu não odeio você
Eu estou feliz em dizer
Que eu estarei aqui
No final do dia"


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segunda-feira, 22 de março de 2010

Se nos amamos

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Ontem meu pai estava ouvindo as modas de viola dele, e entre uma música e outra eu ouvi essa "Se nos amamos" do Matogrosso e Mathias. Confesso que nunca desejei TANTO que uma música fizesse parte da minha "Trilha Sonora".
Música linda demais....


"Posso ver quanta falta que sentimos de nós em nosso olhar
Posso ouvir até a voz do amor pedindo pra gente voltar

Um grande amor como o nosso
Só se vive uma vez
Por que ficar insistindo no talvez
Se em nós a o que buscamos

Se nos amamos nos amamos

Eu tentei seguir nova direção
Mas todo caminho que eu encontrava a você levava

Percebi que sem você eu não serei plenamente feliz

Um Grande amor como o nosso
Só se vive uma vez
Por que ficar insistindo no talvez
Se em nos a o que buscamos
Se nos amamos
Nos amamos"


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domingo, 21 de março de 2010

Hoje eu descobri...

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Que...

"Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente"

Pois, eu ainda sonho, eu ainda quero... e eu sei que ainda vou conseguir! Com ou sem você!!!


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quinta-feira, 18 de março de 2010

Simple Together - Alanis Morissette

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(tradução de Simple Together)
PS: Como sempre, Alanis fazendo a Trilha sonora da minha vida!!!


Simples Juntos

Você tem sido meu melhor amigo um amigo de ouro.
Mas agora com a carta de morte na mão,
não posso ir a você para me consolar,
porque estamos fora dos limites durante essa transição...

Este sofrimento me surpreende.
Ele queima no meu estômago,

e não consigo parar de dar de cara com certas coisas.

Eu pensei que seríamos simples juntos
Eu pensei que seríamos felizes juntos
Pensei que seríamos sem limites juntos
Eu pensei que seríamos preciosos juntos
Mas infelizmente eu estava enganada...

Você tem sido minha alma gêmea e algo mais.
Eu lembro do momento em que conheci você...
Com você eu soube que a face de Deus era bela
Com você eu vi diversão e desenvolvimento

Essa perda está me adormecendo
Ela atravessa meu peito,
e eu não consigo parar de desistir de tudo...

Eu pensei que seríamos atraentes juntos
Pensei que estaríamos nos desenvolvendo juntos
Eu pensei que teríamos crianças juntos
Eu pensei que seríamos uma família juntos

Mas infelizmente eu estava enganada...

Se eu tivesse uma conta para todas as filosofias que eu compartilhei,
Se eu tivesse um centavo para todas as possibilidades que eu concedi,
Se eu tivesse uma moeda para cada mão jogada para o alto,
Minha riqueza não tornaria isso menos severo

Eu pensei que seríamos talentosos juntos
Eu pensei que nos curaríamos juntos
Eu pensei que cresceríamos juntos

Pensei que seríamos aventureiros juntos
Mas infelizmente eu estava enganada...

Pensei que exploraríamos juntos
Pensei que inspiríamos juntos
Eu pensei que voaríamos juntos
Pensei que estaríamos com raiva juntos
Mas infelizmente eu estava enganada...


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quarta-feira, 17 de março de 2010

Feridas

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Quando caímos de uma bicicleta por exemplo, nos machucamos, abrem-se as feridas. As vezes essas feridas saram rápido, uma semana no máximo, mas quando a feriada é mais profunda, ela demora, as vezes duas semanas, as vezes três, as vezes um mês, as vezes até dois. A única coisa que sabemos é que um dia essa feriada vai se curar.
É isso que acontece com um coração magoado, machucado, decepcionado, deixado de lado, isolado e ainda assim apaixonado. A ferida é profunda, ela dói, machuca.
Sabe quando caímos, nos machucamos e seguramos o ferimento com um pano para tentar estancar um pouco o sangue? Por um tempo ele até para de escorrer, mas chega uma hora que ele transborda pelo pano, e volta a sangrar como no exato momento em que a ferida se abriu.
Foi isso que eu fiz. Menti para mim mesmo até hoje, mais o meu pano esta transbordando e a minha feriada voltou a sangrar.
Eu sei que um dia ela vai se fechar e vai restar apenas uma cicatriz. Cicatriz essa que vai me trazer apenas as lembranças boas e os aprendizados que levarei pelo resto da minha vida. Mas enquanto ela não se fecha, enquanto o sangue transborda pelo pano que eu tentei tapar. Eu fico aqui, perdida, as vezes sem saber o que fazer, sem saber o que falar, sem saber como agir. Como uma menininha de 15 anos que acaba de terminar com o primeiro namorado.
O fim é sempre triste, sempre machuca muito e sempre deixa suas marcas. Mas vou confessar que dor assim, eu nunca havia sentido.
Só o que me resta agora é esperar, esperar o tempo cicatrizar essa ferida profunda. E eu espero que esse tempo não seja por muito tempo, e eu espero que nesse tempo não aconteça mais nada para abrir ainda mais essa feriada e eu espero... espero... e espero!


By Ana Paula Ferraz
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terça-feira, 16 de março de 2010

Você virou saudade...

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"Ah, se eu soubesse que era a última vez...
Não teria dito nada do que disse,
Não teria feito nada além de te abraçar
e aproveitar cada segundo sem tirar os olhos de você...
Se tivessem me avisado que era a última vez,
Eu poderia implorar pra que você ficasse mais um pouco,
Só pra te explicar que mais um pouco seria muito pouco,
E que por menos que fosse, já seria muito pra mim...
Se eu soubesse, ah, se eu soubesse!
Te falaria mil coisas, sem dizer uma palavra,
Te mostraria mil dias de agonia, em um olhar...
E quando você estivesse saindo, eu te chamaria de volta,
Só pra dizer mais uma vez o "eu te amo" que ninguém mais vai ouvir"


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Que era eu

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(música)

"A gente só dá valor, depois que perde um grande amor
E amor igual ao meu é difícil de encontrar

Um dia você vai procurar por mim
Em busca de um ombro amigo pra chorar
Na hora que a solidão desiludir seu coração
A saudade vai fazer você lembrar
Que era eu
O abraço quente em noite fria
Que era eu
Seu sonho sua fantasia
Que era eu a realidade o dia a dia
Mas você não percebia
Que era eu
Que te guardava no meu peito
Que era eu
que te queria do seu jeito
Que era eu que aceitava seus defeitos
Mas você não viu direito
Que era eu
Um dia você vai procurar por mim... "
(mesmo que sem querer, em outros braços, em outras bocas, em outros olhares...)


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Queria poder te falar...

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Queria poder te contar sobre o meu amadurecimento, queria poder te contar como estou amando a faculdade, queria poder te contar como as coisas teem mudado na minha vida, queria poder te contar tantas coisas.... Mas por você não ter me procurado, nunca mais, pra mim ficou claro que você não quer mais contato. Não estou triste por isso, você deve ter os seus motivos e se esta bem assim eu me sinto um pouco menos pior.
Por isso resolvi escrever aqui, se você vai ler ou não, não me importa, mas pelo menos, de alguma forma, eu sei que falei.
Hoje eu sei o quão dependente de amor eu fui. Hoje eu sei o quanto te sufoquei por isso. Ontem, quando eu estava limpando aquele celular que você deixou comigo -para poder lhe devolver- não resisti e comecei a ler as mensagens. Vou confessar, fiquei assustada comigo mesma, não me reconheci, eu lia as coisas que eu mandava para você e parecia que algum espírito entrava dentro do meu corpo, uma coisa que me possuía inteira. Foi estranho, me senti mal por isso, me senti mal por ter te causado tanto mal. Eu parecia uma louca e você teve toda a paciência do mundo. Vou te falar, acho até que durou muito, eu acho que não suportaria tanto tempo como você suportou. Tudo bem que no começo você me deu alguns motivos, mais nada tão absurdo para eu agir da forma como agia.
Graças a Deus hoje eu consegui enxergar, tarde demais mais eu consegui ver. Digo tarde demais, porque eu ainda acho que você é uma pessoa maravilhosa, mas se Deus quis assim, quem sou eu para questionar?!
Hoje eu sou uma pessoa muito mais centrada. Amadureci, eu acredito, mas sei que tenho muito a aprender ainda. Acho que não sinto mais raiva de você, o que eu sinto agora, é um resto. Um resto de amor, um resto de saudade... apenas um resto, que ainda dói e que o tempo há de curar! Apenas um resto...


Com carinho, Ana Paula.
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Aprenda a gostar de você

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(Texto que sempre foi "a escada da minha subida")

Com o tempo você vai aprendendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeio lugar não precisar dela.
A idade vai chegando e, com o tempo nossas prioridades na vida vão mudando. A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente, a busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenos ficamos nos perguntando "Quando será que vai chegar?". E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "Será que é ele?". Como diz o meu pai "Nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era. Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo". Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais que três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, tralhador, bem resolvido, inteligente e com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite. Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e que se divirta como uma criança... e que sorria de felicidade quando te olha. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e virce-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume... vamos a luta! E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira, sem falar na diversidade que vai do forró ao Beatles. Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som. Olhar para o teto e cantar bem alto aquela música que você adora!
Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela! E percebe também que aquele cara que você AMA (ou acha que ama), e que não quer nada com você... definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e principalmente a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas, é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!


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Só isso

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(Belas e sábias palavras de Fabrício Carpinejar)

[...] Uma mulher não perdoa uma única coisa no homem: que ele não ame com coragem. Pode ter os maiores defeitos, atrasar-se para os compromissos, jogar futebol no sábado com os amigos, soltar gargalhada de hiena, pentear-se com franjinha, ter pêlos nas costas e no pescoço, usar palito de dente, trocar os talheres de um momento para outro. Qualquer coisa é admitida, menos que não ame com coragem.
Amar com coragem não é viver com coragem. É bem mais do que estar aí. Amar com coragem não é questão de estilo, de gosto, de opinião. Não se adquire com a família, surge de uma decisão solitária. Amar com coragem é
caráter. Vem de uma obstinação que supera a lealdade. Vem de uma incompetência de ser diferente. Amar para valer, para dar torcicolo. Não encontrar uma desculpa ou um pretexto para se adaptar, para fugir, para não nadar até o começo do corpo. Não usar atenuantes como “estou confuso”. Não se diminuir com a insegurança, mas se aumentar com a insegurança. Não se retrair perante os pais. Não desmarcar um amor pela
amizade. Não esquecer de comentar pelo receio de ser incompreendido. Não esquecer de repetir pela ânsia da claridade. Amar como se não houvesse tempo de amar. Amar esquisito, de lado, ainda amar. Amar atrasado, com a respiração antecipando o beijo. Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes. Amar decidido, obcecado, como quem troca de identidade e parte a um longo exílio. Amar como quem volta de um longo exílio.
Amar com sofreguidão, não adiando o que é véspera. Amar não disfarçando as mãos, amar com os fantoches das mangas. Amar como uma canoa engatinha na margem, árvore deitada de bruços. Amar quase que por, por bebedeira, amar sem dizer por que ama. Amar desavisado, com vírgula entre o sujeito e o verbo. Amar desatinado, pressionando a amar mais, a amar mais do que é possível lembrar.
Amar com coragem, só isso.


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terça-feira, 9 de março de 2010

Pode ir embora

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(música do Bruno e Marrone, linda demais!)

Procurei em outro braços sentir seu calor
Procurei em outras bocas sentir seu sabor...
Mas meu coração não te esqueceu

O amor é assim, chega de repente faz a gente se perder
Ta marcado em mim, não sai do pensamento querendo me enlouquecer

Pode ir embora, deixa as lembranças que restaram de nós dois
Que a qualquer hora vai se arrepender e a saudade vem depois
Não adianta, segue o seu caminho sem lembrar que um dia eu fui, o amor da sua vida
Vai fecha a porta, faz como se tudo não passasse de ilusão
Me ignora, destrói o sentimento e vai atrás de outra paixão
Esquece tudo, prometo não chorar e nem tentar te convencer que um dia amei você"


PS: ... vou precisar de muito tempo para conseguir entender!!!

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segunda-feira, 8 de março de 2010

Vai passar

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Uma hora, eu sei que vai passar... texto de autor desconhecido!

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada ‘impulso vital’. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como ‘estou contente outra vez'."


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Depois de você

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Ontem eu descobri que você esta saindo com outra garota. Na hora me deu uma tontura, depois um enjôo, depois comecei a suar frio e depois eu nem sabia mais o que estava sentindo.
Fiquei me perguntando se ela era uma boa pessoa, se ia conseguir te fazer feliz, se tinha as minhas manias, se era ciumenta, se ela era engraçada como eu para poder te fazer dar boas risadas.
E depois, comecei a me perguntar se ela sabia um pouco sobre você. Se ela sabia o quanto você ronca quando esta dormindo, me perguntei se ela ia conseguir se acostumar com isso como eu me acostumei. Me perguntei também se ela costuma usar unhas grandes, para poder fazer coceirinha nas suas costas e apertar todas aquelas bolinhas que aparecem quando você a depila. Me perguntei se ela teria a paciência que eu tinha para poder tirar as suas sobrancelhas. Me perguntei se ela sabe que você acorda com a cara mais amassada que eu já vi até hoje e se ela ia gostar de você mesmo assim, me perguntei também se ela sabe das suas manias de coceiras, das suas alergias e se ela ia gostar de você e ficar com você mesmo você estando com a cara cheia de bolinhas vermelhas como um dia eu fiquei.
Me perguntei tantas coisas... e depois de tudo comecei a ficar triste, muito triste.
Pois, para você estar com outra pessoa... é por que você realmente não sente mais nada por mim, mais nada, nada mesmo.
Eu ainda tinha esperanças, esperanças de que tudo aquilo que você me prometeu, que aconteceria. Ainda acreditava que o nosso destino poderia nos colocar frente a frente outra vez, assim como você disse quando eu sai daquele carro dizendo "adeus" e você "vai ser um 'até logo'", e aquilo me doeu tanto e mais uma vez eu chorei.
Queria saber por que eu acreditei em tudo o que você me falou, você estava mentindo, mais uma vez. Você me iludiu, me deixou esperando por algo que você sabia que não ia acontecer. E é por isso que hoje estou aqui, em um dia 8 -se é que você ainda se lembra de alguma coisa que comemorávamos nesse dia- triste, desanimada, descrente do amor!
Depois de você eu tenho certeza que o meu coração vai passar a ser mais frio, depois de você eu não vou acreditar mais no que as pessoas me falam e me prometem, depois de você... se é que vai existir alguém depois de você... não vai mais receber tanto amor como um dia você recebeu, eu cansei, já sofri demais, já me decepcionei demais... não quero passar por isso mais uma vez!


By Ana Paula Ferraz
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quinta-feira, 4 de março de 2010

Hoje eu chorei com o caminhão de gás

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Hoje quando li esse texto da Tati Bernardi, eu percebi... o quanto eu ainda te quero aqui...
Desculpa... por eu te amar demais...


"A primeira coisa que eu vi quando abri os olhos foi a minha cachorrinha me espiando triste do corredor, eram quatro da manhã e eu já sabia que não iria dormir mais.
Meu sono é interrompido de duas em duas horas por um pânico horrível que paralisa meus órgãos e só deixa viva a bile que toma todo o meu corpo e me faz querer vomitar até virar do avesso.
Eu arregalo os olhos para o teto, fecho minhas mãos com uma força que quase faz com que minhas unhas cortem minhas palmas e deixo a onda da dor vir, ela me sacode inteira, me joga numa profundidade sem som e me afoga por completo.
Abro as janelas porque preciso de ar, mas nunca tem ar para meu pulmão afogado. Coloco o santinho que meu avô me deu no peito e peço a ele: você já morreu por amor, não deixe acontecer o mesmo comigo.
Amar dói tanto que você volta a lembrar que existe algo maior, você se lembra de Deus, você se lembra de vida após a morte. Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria.
Você apela pra todo e qualquer santo, pra cartomante, pra ex-namorado, pra tarólogo, astrólogo, psicólogo, numerólogo, amigo e apela até pra inimigo. Qualquer um, pelo amor de Deus, tire essa dor de mim.
Não adianta, não vou dormir mais. Mas vou fazer o que então? Minha cama me lembra você, minha cachorra me lembra você, beber água me lembra você, viver me lembra você.
Vou me levantar agora e ir para onde? Tomar banho? Tomar café? Não tenho nenhuma vontade de existência, seja de vaidade ou gula. Só quero ficar deitada, mas ficar deitada também dói. O mundo não tem posição confortável pra mim, aonde vou, essa merda de dor horrível vai junto.
Chorar não adianta, eu seco de tanto chorar e não passa. Ver TV, falar ao telefone, dançar, gritar, escrever, abraçar minha mãe, tomar suco de manga… nada adianta.
Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.
Minha cachorra pede um biscoitinho, aí eu choro porque eu lembro que você adorava dar biscoitinho para ela. Está sol, e eu choro porque você ficava feliz com o sol e você feliz era tão perfeito que eu tinha medo. Aí eu vou escovar meus dentes e choro porque você tirava sarro da minha escova elétrica, depois eu faço xixi e choro porque a gente tinha liberado o xixi de portas abertas. Eu abro o guarda-roupas e choro porque eu não quero ficar bonita, eu não quero dar a volta por cima, eu não quero ficar bem pra você ver que eu estou bem e quem sabe ter saudades. Choro porque acho ridículo os jogos da vida, qualquer coisa é ridícula perto desse amor que é tão simples e óbvio.
Quando finalmente eu consigo me arrumar em meio a esse rio de lágrimas, eu choro porque o caminhão do gás passou e aquela musiquinha idiota, mais algumas crianças berrando na quadra lá embaixo e mais dois passarinhos cantando na minha janela, me lembram que a rotina, a alegria e a pureza ainda existem, apesar de você não estar mais aqui.
Nada, nada aconteceu para o mundo. E eu me sinto minúscula e sozinha por não ter a cumplicidade da vida lá fora, por não ter um minuto de silêncio pela nossa morte, por ter que sentir tudo isso sozinha, entre escovas de dentes, xixis e roupas dobradas e cheirosas.
Odeio a ordem de tudo, odeio a funcionalidade de tudo, odeio que a TV ligue, que o telefone toque, que meu estômago peça comida, que japonesas riam fora de hora, que meu carro corra, que a bola quique duas vezes antes e, principalmente, que você, não muito longe daqui, sorria.
Dirijo até meu trabalho sem nada dentro de mim a não ser um monstro parasita que se alimenta do meu desespero, nenhum farelo de comida. Meu lado da frente está quase colando ao de trás, talvez na falta de você eu precise mesmo me juntar mais a mim mesma. Minha mesa está lá, meu lixo está lá, minha cadeira, a menina grande que fala igual a um homem, a gordinha solícita que não pára de me olhar até que eu olhe para ela, sorria e diga bom dia. Está tudo lá, mas você, mais uma vez, não está aqui.
Vou para o banheiro e choro, que novidade? Mas dessa vez porque me olho no espelho, e isso também me lembra você. Eu era sua, a sua menina, a sua criança, a sua mulher, a sua escritora predileta, a sua parceira de dar risada de programas estúpidos que passam de madrugada na TV, a sua namorada sensível que tinha medo de vomitar e de amar demais, assim como você. A sua melhor amiga pra sentar num banco de praça e falar mal de todo mundo, pra perder um trem na Itália e ainda por cima sentar num chiclete fresco ou pra cuidar do nosso porquinho de pelúcia. Eu era a mulher que encaixava a cabeça nas suas costas e sabia que tinha nascido a partir de você, eu era a mulher que esperava sofridamente você voltar mas nunca deixou de te amar mesmo quando você ia.
Todo mundo me fala que eu preciso ser minha, inclusive pra ser sua, mas eu não deixo de olhar para o espelho e ver uma metade de gente, uma metade de sonho, de sexo, de alegria e de futuro. Que se foda a auto-ajuda, que se fodam os livros com homens carecas, que se foda o terceiro olho (do cu?) e que se foda a psicologia: eu sou mesmo metade sem você e que se foda!
Se antes de você aparecer eu já te amava, eu já te esperava, eu já sabia que você existia, como eu posso não te amar agora que você tem forma, sorriso, coração e nome?"


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terça-feira, 2 de março de 2010

Gosto salgado

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Parece brincadeira do destino, não sei se dou risada ou se faço o que o meu coração manda... chorar. Ontem quando eu estava no escolar indo para faculdade, com o olhar distante, não estava pensando em absolutamente nada, apenas curtindo o som da Alanis Morissette, olhei para o outro lado da pista e o que eu vejo? Um carro idêntico ao dele. Aquilo me deu nos nervos, a adrenalina no meu sangue foi tão grande, que parecia que eu estava saltando de pára-quedas. Fechei os olhos para segurar as lágrimas, calei a boca para não gritar e olhei para baixo, mas como disse, parece brincadeira do destino, ao olhar para baixo o que vejo? Um outro carro idêntico ao dele novamente, só que agora ultrapassando o escolar que eu estava e para completar Alanis começou a cantar “Head over feet” , sim, era a música que tocava toda vez que ele me ligava, era a música que veio no celular que ele me deu, era a música que tinha a letra mais perfeita, aquela que parecia ter sido escrita para a nossa historia de amor. Ai foi impossível conter, as lagrimas rolaram mesmo eu tentando de todas as formas impedir que elas saíssem dos meus olhos. Foi rápido, não quero que ninguém veja o quanto eu ainda sofro ao pensar no nome dele. Mais junto com as lágrimas, eu segurei a dor, junto com a dor eu segurei uma vontade absurda de mandar uma mensagem dizendo "hey, seu idiota, por que você fez isso com a gente?" ou “eu sinto tanto a falta de ouvir a sua voz...”, aah como doeu! Os minutos não passavam nunca, eu precisava de ar, precisava ver gente, precisava, acima de tudo, tira-lo dos meus pensamentos. Quando o escolar parou, enfim pude respirar ar livre e foi como se tivesse tirado toda aquela dor que me perturbava.
As aulas foram legais, os amigos são o máximo, os professores excelentes, a Universidade é enorme, cheio de gente bonita, não tive tempo de lembrar daquela cicatriz que ainda sangra. Mas como dizem, a felicidade é feita de momentos, momentos esses que são muito curtos para mim, e ao colocar a cabeça no travesseiro -ainda aquele travesseiro que ele me ajudou a comprar-, ele sentiu, por mais uma vez, o gosto salgado das minhas lágrimas...


By Ana Paula Ferraz
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Longe de você, eu sobrevivi!

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"Sobrevivi sem ti! Quando dei por mim, tinhas ficado para trás e me dei conta que nunca estivestes verdadeiramente comigo...
SOBREVIVI, apesar das noites frias e desertas, tendo apenas a solidão como companhia e o silêncio da sua ausência...
O vazio dos dias que vieram, contaram-me histórias que escrevi na parede do meu quarto, e sufoquei meu grito na garganta cada vez que minh'alma chamava por ti...
Tropecei muitas vezes na saudade, me feri, mas me socorri e mesmo assim SOBREVIVI!!

SOBREVIVI AOS MEUS MEDOS, CALEI MEUS ANSEIOS, ABRI OS BRAÇOS AO VENTO E VOEI PARA LONGE DE TI E DO TEU FASCÍNIO."


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Você não sabe o que é amor

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"Não use mais o plural,
Não fale de nós dois como se tudo ainda fosse igual
Não tente se desculpar,
Você não tem moral pra me dizer que sabe o que é amar

Pode ir, tudo bem
Você não sabe o que é gostar de alguém
Pode ir, tô legal
E o que eu sofri espero que não sofra igual
Fiquei mal, mas passou
Você não sabe o que é amor

Não fale mais do futuro
Não fique ai pensando que eu giro em torno do seu mundo
Não vamos mais se enganar
Tem marcas nessa vida que o tempo não vai apagar

Eu te amei do jeito mais profundo que alguém pode amar outra pessoa
Mas eu desisto de você
Acabou! acabou..."


Luan Santana.


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