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Quando caímos de uma bicicleta por exemplo, nos machucamos, abrem-se as feridas. As vezes essas feridas saram rápido, uma semana no máximo, mas quando a feriada é mais profunda, ela demora, as vezes duas semanas, as vezes três, as vezes um mês, as vezes até dois. A única coisa que sabemos é que um dia essa feriada vai se curar.
É isso que acontece com um coração magoado, machucado, decepcionado, deixado de lado, isolado e ainda assim apaixonado. A ferida é profunda, ela dói, machuca.
Sabe quando caímos, nos machucamos e seguramos o ferimento com um pano para tentar estancar um pouco o sangue? Por um tempo ele até para de escorrer, mas chega uma hora que ele transborda pelo pano, e volta a sangrar como no exato momento em que a ferida se abriu.
Foi isso que eu fiz. Menti para mim mesmo até hoje, mais o meu pano esta transbordando e a minha feriada voltou a sangrar.
Eu sei que um dia ela vai se fechar e vai restar apenas uma cicatriz. Cicatriz essa que vai me trazer apenas as lembranças boas e os aprendizados que levarei pelo resto da minha vida. Mas enquanto ela não se fecha, enquanto o sangue transborda pelo pano que eu tentei tapar. Eu fico aqui, perdida, as vezes sem saber o que fazer, sem saber o que falar, sem saber como agir. Como uma menininha de 15 anos que acaba de terminar com o primeiro namorado.
O fim é sempre triste, sempre machuca muito e sempre deixa suas marcas. Mas vou confessar que dor assim, eu nunca havia sentido.
Só o que me resta agora é esperar, esperar o tempo cicatrizar essa ferida profunda. E eu espero que esse tempo não seja por muito tempo, e eu espero que nesse tempo não aconteça mais nada para abrir ainda mais essa feriada e eu espero... espero... e espero!
By Ana Paula Ferraz
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